Casamento do Zé Preto com ClariceLá pras bandas do córrego Vaca Morta, a festança fervia. Era o estranho casamento do Urubú Zé Preto, como era conhecido, com a bela garcinha Clarice; que pela primeira vez na história da passarada, se dava um cruzamento de espécies tão diferentes.
Foi por indução de amigos, que isto estava agora acontecendo, pois diziam: "dessa união teremos com certeza uma linda cria de urubarças carijós, que vão enfeitar os lagos e os ares da nossa selva.
Atendendo ao grande convite que fizeram, ajuntou a passarada da região. Os primeiros a chegarem foram os familiares do noivo que vinham de todos os lados, descendo de pára-quedas, e tomando posse do seus galhos. Os convidados que chegavam atrasados, como perdizes, jaós, iambús, codornas, etc, tiveram que ficar no chão, por não terem mais onde pousarem. O banquete estava preparado: churrasco do alazão que morreu de garrotio, cujo odor já começava a exalar, despertando o apetite na negraiada que não via a hora de encerrar a cerimônia de núpcias e ouvirem a ordem do urubú rei para petiscarem o tira-gosto.
Embora o cardápio não agradasse a maior parte dos convidados, a festa estava bastante animada. Cada um deles oferecia aos nubentes, o canto peculiar de sua espécie. A começar por uma dupla de seriemas, que abriram a parte musical com seus trocadilhos; seguidas de saracuras e de todas as espécies de aves menores, como: sabiá, curió, fogo apagou, canarinho, guacho, etc... formando assim uma sinfonia jamais ouvida na floresta.
Tudo parecia estar na mais perfeita ordem, mas como em toda festa boa tem que haver a presença dos encrenqueiros, o primeiro deles foi o tucano, que com sua bicaria de sempre começou a botar gosto ruim, dizendo: "para mim toda a festa sem frutas pode até ter garças, mas não tem graça". Enquanto isto outra contrariedade já estava acontecendo próximo dali, pois de cima de um cupim, o corujão espraguejava: "quem quem quem...foi o filho duma preta que caiou o meu barraco?" e isto deu pano pras mangas para o gavião que procurando contornar a situação, lhe dizia: "tenha calma amigo, pois isto é coisa que acontece em dia de festa; afinal de contas a sua residência ficou até mais bonita, e isto sem falar da oportunidade que você tem de apreciar neste dia um delicioso churrasco. Quanto a mim você sabe que eu só como carne fresca, mas nem por isto vou estragar a alegria dos outros. Se me falta apetite, vou ficar apenas orubuservando quem o tem".
Apesar de todos os pesares causados pelas arrelias, a festa teria um desfecho feliz, não fosse a presença súbita de dois cachorros tamanho família que ali chegaram, espaventando os pássaros desempoleirados, tomando conta do pedaço, deitando e rolando por cima da churrascada, o que levou alguém a exclamar: "Será que não há ninguém entre nós capaz de expulsar daqui esses intrusos!?" Um silêncio caiu como um pesadelo nos donos da festa, e mais notadamente sobre o pobre Zé Preto, que sentiu naquele momento o peso dos olhares de todos, parecendo cobrar dele aquela tirana tarefa. Ele que tinha razões de sobra para ser o mais feliz dos urubus, se achava agora diante da situação mais indesejada de toda a sua congada.
Partir para um duelo com dois ferozes quadrúpedes era a pior coisa que ele podia imaginar, principalmente aos olhos de Clarice e de tamanha multidão do reino avícola; contudo acovardar num momento desses, pensava consigo – seria vergonhoso por demais para um urubú casamenteiro como eu; e o jeito mesmo foi recordar as estratégias do caratê, que por vezes aprendeu quando jovem nas disputas carniçais e tentar nocautear as duas feras impostoras. Num salto de herói, sem muito pensar no perigo, pulou do galho e posicionou no centro da arena, pronto para o combate. Vendo isto os soberbos caninos, arremessaram contra ele não lhe dando a mínima condição de agir, os quais num golpe de gladiadores o deixaram sem cueca diante da multidão.
Zé Preto, coitado, quase morto de vergonha, atordoado pela algazarra da passarada, sobretudo os apulpos dos gralhões que gritavam sem cessar: "pega-pra-capá, pega-pra-capá", não viu outra saída senão arrancar a mil por hora, e num vôo desesperado tafuiô dentro da mata, e até o dia de hoje nunca mais foi visto de rabo ou sem rabo por aquelas cercanias.
Hoje ali nas margens do córrego Vaca Morta, não resta nada mais que a ossada do velho corcel alazão, como lembrança da mais inusitada festa de casamento que a ficção já promoveu.
Inhumas, 31 de maio de 2010
Voando pra o Velho Mundo
Após uma boa demora, deixamos o aeroporto do Rio de Janeiro, com destino a Roma onde havíamos de aterrissar, depois de um tempo previsto de 10 h. de viagem. Agora com uma carga completa de 420 passageiros mais a tripulação, numa velocidade de quase 1.000 km/h, íamos costeado o Brasil, para penetrarmos de vez no grande Oceano Atlântico. Não obstante a serenidade da nossa águia voadora a uma altura média de 10.000 m, ao deixarmos de fato continente, sentimos algumas turbulências, quando algo me veio ao pensamento: Até que alcancemos a costa africana, não teremos por certo nenhuma opção de pouso, pois lá embaixo apenas o Oceano; pensamento que só me foi dissipado ao sermos servidos de um delicioso jantar.
Texto retirado do livro: Percorrendo Terras Bíblicas pag.13
A Menor Noite
Em contraste com uma noite de tensão, aquela do dia 13 p/ 14 de maio foi a menor que já vi; pois saímos do Brasil aproximadamente às 15 h e quando meu relógio assinalava 1 da manhã, já os raios solares penetravam pela janelas do avião. Informados de que estávamos chegando a Roma, nosso condor metálico mergulha novamente nas nuvens, tornando noite por uns segundos, grande número de ilhotas, e o mar salpicado de embarcações rasteadas por uma cauda branca das águas agitadas.
Ao pousarmos, tivemos que adiantar nosso relógio, pois ali o fuso horário registra 5 horas a mais do horário brasileiro.
Texto retirado do livro: Percorrendo Terras Bíblicas pag.14
O Menor País do Mundo Deixando as catacumbas fomos conhecer o menor país do mundo; com apenas 44 hectares, o Estado do Vaticano. Apesar de encrustado dentro da Itália, o Vaticano possui todas as autonomias de um país independente dentro da fortaleza papal.
Já na divisa desse país, que se encontra dentro da própria Roma existe uma praça com capacidade de 200.000 pessoas, para onde concorrem multidões do mundo inteiro, para ouvirem as palavras do pontífice. Nessa praça, ladeada de 140 colunas sobressai a maior basílica do mundo, a basílica de São Pedro, edificada no local do antigo circo de Nero.
Nesse circo, à semelhança do Coliseu e do circo máximo, praticavam-se muitos esportes e corridas e por vezes eram levados os cristãos para serem ali martirizados, satisfazendo a sanha das multidões sanguinárias, dentre esses mártires estão os apóstolos Pedro e Paulo, sendo por ordem Nero, Pedro crucificado de cabeça para baixo e Paulo decapitado num só dia.
Segundo a tradição o corpo de Paulo foi sepultado fora dos muros da cidade onde hoje está edificada a basílica de seu nome, e de Pedro sepultado no local de Sua morte. Mais tarde sobre o tumulto de São Pedro foi edificada uma capela, marcando o início dos tempos idólatras, e no ano 324 o imperador Constantino, que se dizia cristão, edificou sobre a capela uma igreja maior que durou até 1.506 a 1.614. Nesse período foi que o Monge Martinho Lutero rompeu com Roma, tendo origem seu protesto reformador no fato que quero aqui narrar: Como era necessário angariar fundos para a construção da grande basílica, o Papa começou por vender “indulgências” (perdão de pecados), que serviam para quem as comprasse e para as almas dos possíveis amigos que estivessem no purgatório; ao que Lutero não hesitou em atacar, dizendo que somente Cristo pode perdoar pecados. Diante disso ele foi excomungado pelo Vigário de Roma, mas Lutero condenado a morte de fogueira, mas quando ia ser executado, algum príncipe convertido o arrebatou para longe da turba enfurecida, e durante algum tempo esteve traduzindo a bíblia para armar seu país (Alemanha) com a palavra de DEUS, iniciando assim o “protestantismo”.
Lutero criou 95 teses que contrariavam os princípios romanistas, defendendo a autoridade da bíblia como única regra de fé e conduta cristã.
Texto retirado do livro: Percorrendo Terras Bíblicas pag.16
Na Terra dos FaraósEncerrando as visitas na capital italiana, demos prosseguimento à nossa excursão, desta feita com destino à terra dos faraós. O Egito.
Novamente eu me sentia emocionado por ir conhecer esse país que muito tem a ver com a história bíblica; que pelo fato de haver concedido, de alguma forma, asilo aos ancestrais do povo hebreu, por vezes tornou-se palco de grandes acontecimentos da história esse povo.
Tínhamos deixado há pouco o aeroporto Leonardo da Vinci e num avião menor íamos cruzando o mediterrâneo, quando findava o dia 15 de maio. Passamos por sobre a ilha de Secília às 17h50minh, a ilha de Creta às 19h00minh, e chegamos ao Cairo às 19h50minh, do horário romano.
Já no aeroporto fiquei pasmo ao contemplar que ali é tudo tão diferente do nosso país, que até parecia estar em outro planeta. Um povo estranho de trajes diferentes falando árabe, contudo, a medida que identificavam nossa nacionalidade iam balbuciando alguns nomes dos nossos atletas brasileiros.
No translado ao hotel, guiados por um egípcio por nome Nasser, fomos informados que o Egito tem uma superfície de um milhão de quilômetros quadrados, que o Nilo, maior rio do mundo em extensão, com 7.500 km o corta ao meio numa extensão de 1.500 km, resultando em dois grandes desertos: Árabe (Leste) e Saara Africana (Oeste); que a população do Egito é de 80% muçulmanos e 20% ortodoxos cristãos; seu maior porto marítimo é Alexandria a 220 km do Cairo.
Um pouco antes de chegarmos ao hotel Oásis onde havíamos de hospedar-nos, saudamos com palmas o grande rio Nilo, que forma uma bela ilha dentro da cidade. Assim que cegamos acertamos novamente nossos relógios, pois ali registra o fuso horário mais uma hora do horário romano, ou seja, 6 horas a mais do horário brasileiro.
Texto retirado do livro: Percorrendo Terras Bíblicas pag.24
Dia 17 – Nosso Último Dia de CairoMenphis – Cidade de José
Saímos novamente pela manha para vermos a antiga Menphis a primeira capital do Egito, pois tínhamos grande interesse por esse local sabendo que ali viveu José como prisioneiro e 4 séculos mais tarde foi criado Moisés. Obs.: José quando governador residia em Avaris.
No sentido Nilo acima margeamos um canal artificial que tem em suas adjacências um vasto plantio de trigo, tâmaras e outras variedades hortifrutíferas. De certo ponto da estrada pudemos fotografar à distância a famosa pirâmide escalonada que tem 64m de altura e data de 2.800 anos a.C.
Atravessando o citado canal chegamos às ruínas de Menphis onde fomos informados de que bem próximo dali residiram José Maria, vindos da Judéia quando fugiam da presença de Herodes que perseguia o infante Jesus.
Por tudo que vamos eu ia tirando minhas conclusões, e mais ainda após percorrer a enorme distância que separa Israel do Egito, entendi que tudo ali é faraônico, e obviamente, super-faraônicas foram as obras do Deus de Israel naquela terra.
Turismo em IsraelJá no hotel de Eilat fomos recepcionados com cartaz que constava os seguintes dizeres: “Benvindos amigos do Brasil”!.
Na manhã do dia 19 fomos conhecer o exuberante aquário submarino encrustrado a 30 metros de profundidade no Mar Vermelho, onde deslumbramos com sua beleza. Depois fomos ver um observatório mineralógico, passando por uma refinaria de petróleo e um grande depósito de fosfato que é extraído do Mar Morto e exportado por Israel.
Agora vemos um país com outro padrão de vida, já na área alfandegária uma infinidade de veículos importados do Japão, dando transparência do seu alto pode aquisitivo em relação ao Egito.
Texto retirado do livro: Percorrendo Terras Bíblicas pag.31
Tel-Aviv – maior porto de IsraelMorria assim o dia 19 de maio quando avistamos a próspera Tel-Aviv com 358 mil habitantes. Nós que já sabíamos inclusive cantar um pequeno côro em hebraico que falava de paz, começamos a entoá-lo, enquanto entráva-mos pela cidade na direção da nossa próxima hospedagem.
Como acontece em todas as cidades de Israel, vimos também em Tel-Aviv uma profusão de bandeiras ostentadas sobre as fachadas das casas, revelando espírito patriótico daquele povo. Contou-nos certo dia o nosso cicerone, que sem a mínima hesitação, até as mulheres pegam em armas para defender a pátria.
Texto retirado do livro: Percorrendo Terras Bíblicas pag.39
Seguindo pra NazaréDe volta do Tabor fizemos uma defexão à direita no vale de Jisreel para irmos a Nazaré, cidade do Senhor Jesus e da Sua parentela.
Antes mesmo de entrarmos na cidade vimos um monte denominado de Salto, avizinhando de Nazaré, de onde os nazarenos intentaram precipitar a Jesus, ao que Ele escapou passando pelo meio deles.
Edificada sobre montanha, Nazaré é de difícil acesso, cuja chegada é uma verdadeira espiral de rampas muito acentuadas.
Dentro da cidade visitamos a igreja da anunciação, que assinala o local em que o anjo Gabriel avisa Maria de que seria ela a mãe de Jesus. Lc. 1, etc...
Texto retirado do livro: Percorrendo Terras Bíblicas pag.47
Em Capernaum ou Cafarnaum – Cidade de JesusNa entrada de Capernaum deparamos com uma placa escrita em várias línguas, a frase “Bem vindos à Cidade de Jesus.” Essa patente foi reivindicada pelos habitantes daquela cidade, porque realmente em Cafarnaum residiu o Sr. Jesus durante a maior parte do seu ministério. É chamada muitas vezes de “quartel do Mestre da Galiléia.”
Quando a origem do seu nome, ouvimos que Cafarnaum provém de cafar (povo), Naum (pai desse povo), resultando do vocábulo acima.
Essa cidade se acha em completa ruína, restando apenas parte da sinagoga dos judeus onde Jesus pregou, e os alicerces da casa sogra de Pedro, a uns trinta metros da sinagoga, cuja casa se acha protegida por uma laje recém construída, sobre a qual foi edificada uma Igreja católica. Da sinagoga, ouvimos que era uma espécie de centro comunitário; o que justifica melhor a presença de Jesus pregando ali.
Apesar de ser chamada a cidade de Jesus, é uma das menos favorecidas pela conservação. Fato explicado pela incredulidade marcante daquela cidade, que levou Jesus a proferir contra ela as seguintes palavras proféticas: “E tu, Capernaum, que te ergues até o céu, serás abatida até os infernos; porque, se em Sodoma tivesse sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje.”
Essa cidade possuía edifícios altos, e como era ponto de passagem dos viajantes que demandavam Damascos ao Mediterrâneo e vice-versa, jactanciava-se de hospedar, em muitas ocasiões, as maiores figuras do império, tornando Capernaum uma cidade orgulhosa.
Enquanto os transeuntes que passavam por ali eram os melhores veículos de reportagem das obras de Jesus, os habitantes daquela cidade assistiam com frieza aos grandes milagres que Ele fazia.
Quantas vezes em nossos dias em nossos dias somos também tolhidos de grandes bênçãos, por negligenciarmos honra de louvor aos milagres de Jesus. Devemos estar sempre atentos para não colhermos no futuro, os frutos da nossa criminosa indiferença, semelhante ao que aconteceu com Capernaum.
Nos dias de Cristo, Capernaum foi a cidade que mais testemunhou dos seus feitos, dos quais citaremos alguns: Cura do servo do centurião e do filho do Régulo, da sobra de Pedro, de um paralítico e ressurreição da filha de Jairo.
Dentre os poucos que creram em Jesus em Capernaum, temos Pedro e André seu irmão.
Como Reminiscências do passado, vimos também gravadas em pedra, muitas figuras ou caracteres do tabernáculo de Davi, em um pouco afastado também focalizamos uma mó de atafona sobre a base de um moinho; da qual disse Jesus ser melhor atá-la ao pescoço e atirar-se ao mar, do que escandalizar um dos seus pequeninos.
Finalmente a conclusão que tivemos em Capernaum é de que, se realmente existe um lugar digno de fé quanto a passagem de Jesus, com Seus grandes feitos, esse lugar, é sem dúvida alguma, a cidade de Capernaum.
Texto retirado do livro: Percorrendo Terras Bíblicas pag.48
Museu do HolocaustoJá tínhamos ido ao Museu Histórico, agora era a vez do museu do Holocausto. Iniciamos nossa visita por um emocionante monumento, arquitetado por artistas ingleses, em memória a um milhão e meio de crianças judias imoladas durante a 2ª Guerra Mundial.
Esse monumento histórico é constituído de uma enorme abóbada celeste, portanto, possui sua cúpula côncava, que lhe proporciona um ambiente escuro, iluminado apenas por um milhão e meio de estrelas artificiais, fazendo alusão àquele número de inocentes vitimados pela sanha brutal do nazismo.
Dentro de outros pavilhões desse museu, tivemos uma visão mais ampla do triste significado dessa guerra, para os judeus.
Perpassando pelas dependências ate um tanto secretas, pois não se pode fotografar, vimos quadros demonstrativos de toda progressão do grande conflito mundial, começado na segunda década estendendo ao ano de 47 do nosso século.
É realmente estarrecedor o que vimos. Não se pode dizer com palavras metade do que aqueles quadros revelam.
No piso daquela grande pavimento estão gravados os 22 nomes de campos de concentração.
Do lado de fora tem uma estátua de bronze de um Eslováquio abraçado com várias crianças, dispondo-se a entrar com elas na câmara de gás.
Aos fundos vê-se muitas árvores plantadas, e no pé de cada uma, uma plaquinha com o nome de pessoa que auxiliou os judeus; dentre essas figuram até mesmo germânicos.
Comentário: Quero nesta hora tecer um ligeiro comentário com respeito a essa nação, que tem sido objeto de tantas barbaridades, culminando com o chamado holocausto, que exterminou seis milhões de seus filhos. Chega ser quase ininteligível o que acontece com esse povo, toda via para quem lê a bíblia, isto é perfeitamente compreensivo. Cumpre aqui a palavra que diz que o pai corrige o filho a quem ama, pois importa dizer que todo o mal advindo a Israel é para sua retratação diante dos seus erros.
Houvesse Israel obedecido a Deus, desde os dias de Moisés, e teria sido para sempre a nação privilegiada.
Tivesse essa nação reconhecida em Jesus, “o Messias”, e até hoje seriam seus filhos os oráculos santos de Deus. Contudo, o capítulo 11 da carta paulina aos romanos, está declarado que Israel fora rejeitado por um tempo até que a plenitude dos gentios haja entrado; e então haverá novamente uma aceitação de Deus para com esse povo, cujas raízes (patriarcas) são santas.
Vale aqui observar que todo o sistema já montado para destruir Israel desapareceu, e esse maltratado povo tem permanecido até o dia de hoje.
Mesmo vivendo sem pátria, desde o diáspora, eles foram preservados por Deus; e no ano de 1.948 foi milagrosamente reconstituído o Estado de Israel. É bem verdade que tristes acontecimentos não têm faltado a Israel. Mesmo nestes dias o mundo ficou estarrecido com a morte trágica do 1º Ministro Yitzhak Jabim, vítima dos inimigos da paz que El tanto defendia.
Contudo, movimentos sionistas dão sinais alvissareiros de que a “Figueira” se renova dia a dia. Notadamente, a volta constante dos judeus à sua pátria.
Compete ao mundo gentílico estar em sintonia com os acontecimentos que sobrevêm a Israel, pois entendo que no momento mesmo em que essa gente instar com Deus pelo seu perdão, eles serão abençoados como foi Jacó, e então será o fim de todas as coisas, dando cumprimento aos vaticínios do livro de S. Mateus, cap. 24 vs. 32 a 35.
Texto retirado do livro: Percorrendo Terras Bíblicas pag.69
Últimos Passos em Jerusalém – Túmulo de MariaNo incontido desejo de conhecer mais dessa misteriosa cidade, como deveríamos partir na madrugada do dia seguinte, aproveitei as ultimas horas do dia 24 para caminhar um pouco a sós por aquelas sinuosas ruas.
Portando um cartão de visita do hotel para saber o caminho de volta, fui correndo até as muralhas da velha cidade contornei-as no sentido anti-horário, e voltei até o vale de Cedron, próximo ao Jetsêmane; pois almejava comprovar a existência de um importante documentário para mim, que era o túmulo de Maria.
Como eu me achava sozinho, não tendo quem me informasse nada, já estava voltando, quando resolvi tomar um táxi, pois também já não agüentava caminhar, e depois de viajar um pouco resolvi aplicar alguns vocábulos em inglês ao taxista, que ele compreendendo, me levou até aquele túmulo que eu tanto desejava ver.
De fato se encontrava lá em Jerusalém, o TOMB OF MARI VIRG, ocupado com os restos mortais da mãe de Jesus, numa declaração do grande embuste romanista, que proclamou no ano de 1.956, a ascensão de Maria. Mais uma vez testemunhei ouro conto de vigário da igreja católica, pois a mão de Jesus não ressuscitou, está esperando a vinda de Cristo para subir com a igreja remida.
Texto retirado do livro: Percorrendo Terras Bíblicas pag.69
Cruzeiro MarítimoNa busca de uma certa descontração, fomos fazer tur pelo Mar Egeu, e conhecermos as ilhas: Egina, Póros e Hidra.
Tomamos nossa condução aquática, um pequeno navio turista e saímos pela manhã, prometendo voltarmos somente à tarde, para congregarmos com os irmãos em Atenas.
Texto retirado do livro: Percorrendo Terras Bíblicas pag.78
Presente de GregoAvistando a ilha de Egina, a deixamos pela direita e fomos aportar inicialmente na ilha de Póros; mas antes de completarmos esse trajeto, passou pelas mesas do nosso pavimento, garçom oferecendo um suco colorido acompanhado de biscoitos. Eu que estava em sintonia com o episódio do cavalo de Tróia, não quis aceitar aquele presente de grego, não se dando o mesmo como os outros companheiros, que sem a mínima objeção, já tomaram posse de cada um deles, de um copo do bonito refresco. Não tardou muito aquele mesmo garçom voltou recolhendo 500 dracmas de quem havia ingerido tal suco; o que causou em todos um certo descontentamento, pois em qualquer outro lugar fora daquele barco aquilo custaria apenas 50 dracmas. Isto me firmou ainda mais o conceito que tenho do falso presente de grego.
Texto retirado do livro: Percorrendo Terras Bíblicas pag.78
Canal de CorintoNo dia 27 fomos conhecer o canal de Corinto, na região histórica do Peloponeso.
Enquanto percorríamos uns 100km para aí chegarmos, fomos obtendo várias informações desse romântico país que possui uma superfície de 133.000 Km2, composto de 1.300 ilhas, sendo habitadas apenas 133 delas, resultando em 10.000.000 de habitantes, dos quais, 4.000.000 estão em Atenas.
Aproximando desse canal, já focalizamos a ilha de Salamina e os mares Egeu e Jônico que se interligam por esse canal artificial que tem 6 km de comprimento, por 25 m. de largura e 8 a 11 m de profundidade; escavado a partir do golfo Sarônico.
Texto retirado do livro: Percorrendo Terras Bíblicas pag.80
Pr. Fleury e Misª Elizabeth.
“Um Ministério de Pregação e Louvor, voltado Para a Conquista de Almas”